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  Polícia Civil de Avaré soluciona caso Dominique

 

            Depois de quase 30 meses de investigação, a Polícia Civil de Avaré prendeu no último dia 10 de setembro, dois suspeitos de participarem do assassinato da jovem Dominique de Oliveira Machado.
           Dominique, na época com 18 anos, desapareceu no dia 16 de março de 2013, quando participava da Exposição Municipal de Arandu (Expomaar). Seu corpo foi encontrado oito dias depois, já em avançado estágio de decomposição, em um terreno baldio em Avaré.
            As investigações levaram a polícia de Avaré a D.N., hoje com 21 anos, e C.E.B., 21. Na época, ambos tinham apenas 18 anos. Policiais acreditam que D., que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, seja o autor do crime. Ele nega.
             Dominique foi até a Festa de Arandu acompanhada de D. e C., em um fusca pertencente ao pai de C. A princípio, a versão de ambos é de que ela teria decidido vir embora sozinha do evento e eles não a teriam visto mais, porém, testemunhas afirmaram terem visto Dominique e D. brigando próximo ao banheiro da Exposição.
              “D.N. nega, mas temos testemunhas que o viram saindo do Recinto com a vítima e retornando sozinho. Ele saiu com Dominique da festa, no carro do amigo e acreditamos que a tenha matado a pauladas”, afirma o delegado responsável pela investigação, Rubens César Garcia Jorge, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Segundo o delegado, os ferimentos da vítima são compatíveis com pauladas.
              Para a polícia, o crime teria sido passional, já que Dominique mantinha um relacionamento amoroso com D., mas tinha outro namorado, com o qual ela ficou, na noite do assassinato, até por volta das 22h.
              Ao saírem da Festa, D. e C. teriam dado carona para uma terceira pessoa, que foi quem acabou confessando que teria ouvido do suspeito que ele havia matado Dominique.
             “Ele é uma pessoa extremamente manipuladora e dissimulada, tanto que arquitetou a versão que todos deveriam contar a polícia e, por algum tempo, os colegas mantiveram o que D. mandou”, afirma o delegado.
              Outro ponto levantado pela polícia foi a intensa troca de mensagens entre Dominique e o possível autor do crime. “Somente no dia do assassinato foram mais de 100 mensagens, mas, de repente parou. E ele nunca mais enviou nada e nem ligou, justamente depois que ela sumiu”, explica Rubens Jorge.
              Ainda segundo o delegado, D. e os amigos entraram em contradição com relação ao local em que o carro teria ficado estacionado. Já que, ao chegarem acompanhados de Dominique, o veículo foi estacionado em um lugar e, quando retornaram, o veículo estava em outro ponto. Questionado no dia sobre o porquê do veículo estar em outro local, D. teria dito que havia saído com Dominique. Os amigos de D. também teriam confessado que, ao voltar da saída com a vítima, ele apresentava arranhões pelo corpo e marca de sangue nas mãos. Somente um dos amigos teve a prisão pedida, pela proximidade com D.
              D.N. foi preso em casa, no Jardim Paineiras. Atualmente ele trabalhava como gesseiro, mas estava afastado do trabalho, já que havia quebrado o pé. Na época do crime, o suspeito morava no bairro Ipiranga.
               C. foi encaminhado a cadeia de Sarutaiá e D.N. a de Tejupá e deve responder por homicídio doloso, com motivo fútil, sem direito a defesa da vítima e ocultação de cadáver.

Fonte: Jornal do Ogunhê

 

Portal Arandu - 12/09/15